Zezé Motta: marcando o coração do Brasil

Nome: Maria José Motta de Oliveira
Nascimento: 27/06/1944
Cidade natal: Campos dos Goytacazes (RJ)
Papel inesquecível: Xica da Silva, no filme homônimo

Zezé Motta é uma dama da cultura brasileira. Amada e respeitada pelos brasileiros, ela tem uma trajetória artística de mais de cinquenta anos dedicados à atuação, à música e ao ativismo.

A carioca de Campos dos Goytacazes mudou-se para o Morro do Cantagalo, na capital, aos dois anos de idade. Filha de uma costureira e de um motorista, ela conheceu as dificuldades financeiras desde muito jovem.

Passou parte da infância em um colégio interno e até mesmo trabalhou como operária para ajudar a família. Incentivada à arte pelo pai, que também era músico erudito, entrou no Teatro Tablado e começou sua formação como atriz.

Em janeiro de 1968, iniciou a sua carreira profissional como parte do coro da peça Roda Viva, escrito por Chico Buarque. Três anos depois, iniciaria sua carreira de cantora da noite paulistana.

Hoje, aos 77 anos de idade, tem uma brilhante história. Vamos acompanhar a trajetória desta diva?

Zezé Motta no Teatro e televisão

Antes mesmo do Tablado, ela estudava teatro e participava do grêmio recreativo. Foi lá que encenou e produziu peças como Diário de Anne Frank e Liberdade Liberdade

O empenhou levou à bolsa de estudos na renomada escola de Maria Clara Machado e foi numa apresentação de fim de curso, com o musical Miss Brasil que atraiu a atenção de um ator de Roda Viva.

Foi ao teste para o coro e conseguiu o papel aos 21 anos. A montagem causou controvérsias e foi atacada pela censura e grupos de ódio.

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Na peça, conheceu Marília Pêra, que se tornou uma das suas grandes amigas e com quem atuou nas peças A Vida Escrachada de Joana Martini, A Moreninha e Baby Stompanato.

Nos anos 60, atuou também nas peças Arena Conta Bolívar e Arena Conta Zumbi (com o Teatro de Arena), que chegou a fazer temporada nos Estados Unidos, México e Argentina. 

Outros destaques da sua carreira no teatro foram as peças Orfeu Negro (1962) e Godspell (1974).

Em 1968, teve sua estreia na televisão na Rede Tupi, em Beto Rockfeller, como a empregada Zezé. Logo após, deu vida a uma estudante em A Patota (1972) e mais uma doméstica em Supermanoela.

As telinhas também colocaram Zezé em uma posição de destaque, especialmente por seus papéis em Corpo a Corpo (1984), A Próxima Vítima (1995), Porto dos Milagres (2001), Floribella (2005), Rebelde (2011) e O Outro Lado do Paraíso (2017).

Passou pelas emissoras Manchete, Globo, Record, Band e até mesmo no streaming, na série 3%, da Netflix. Em Portugal, atuou na rede TVI, na novela Ouro Verde. Sua última participação em novelas foi em 2020, em Salve-se quem Puder.

Zezé Motta no cinema

Zezé Motta mantém um relacionamento frutífero com a sétima arte. Ela estreou em Cleo e Daniel, de 1970, num papel pequeno. Mas, a sua revelação foi como a protagonista-título de Xica da Silva, filme dirigido por Cacá Diegues.

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Ela conseguiu o papel por indicação de Nelson Motta ao diretor, que tinha dificuldades em encontrar a atriz perfeita para o papel. A personagem foi essencial para destacar a força do protagonismo feminino negro.

Além de ganhar o Troféu Candango de Melhor Atriz, ela se consolidou como estrela e símbolo sexual. Nos anos 90, ela voltaria a participar da história na telenovela homônima, como a mãe de Xica e a versão idosa da protagonista.

O sucesso no cinema, inclusive internacional, abriu portas para papéis em Quilombo (1987), Tieta do Agreste (1996), Orfeu (1999) e Bróder (2010). Zezé trabalhou com grandes cineastas, tais quais Arnaldo Jabor, Tizuka Yamasaki e Hugo Carvana.

Em 2007, ganhou o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra. 12 anos depois, recebeu a mesma homenagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Atuou em mais de 45 filmes de diversos gêneros e, em 2021, participou de quatro filmes, dois dos quais concorre ao prêmio do Festival Sesc Melhores Filmes: Doutor Gama e 4 x 100 – Correndo por um Sonho.

Zezé Motta na Música

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“Muito prazer, eu sou Zezé.
Uma rainha, uma escrava, uma mulher.
Uma mistura de raça e cor.
Uma vida dura mas cheia de sabor.”

(Rita Lee / Roberto de Carvalho)

Em 1971, a crooner Zezé Motta abrilhantava os palcos das casas Telecoteco e Balacobaco, em São Paulo. Logo, a potente e sensual voz da cantora foi notada pelo grande público.

O seu primeiro trabalho solo foi o LP Zezé Motta (1978), contando com gravações e regravações de nomes como Rita Lee, Roberto de Carvalho, Luiz Melodia e Caetano Veloso. Um ano depois, lançou o segundo álbum, Negritude.

Com uma voz poderosa, fez shows no Brasil, Alemanha, Estados Unidos, México, Chile, Argentina, França e Venezuela. Lançou LPs, CDs, DVDs e compactos.

Uma das suas canções mais conhecidas é “Ciclo Sem Fim” (The Circle of Life), versão em português da icônica composição de Elton John para o filme O Rei Leão. O seu último single foi “Desprotegidos pela Sorte”, em 2021.

Confira a carreira musical de Zezé Motta:

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A Luta contra o racismo

Não há como falar sobre Zezé Motta sem ressaltar a importância da sua luta contra o racismo. Ela enfrentou o preconceito bem cedo, antes mesmo do início da sua carreira profissional.

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“Com uns 12 anos fui morar num prédio de classe média baixa, no Rio, e a maioria dos moradores era branca. As crianças falavam: “Seu cabelo é duro, ruim, sua bunda é grande, seu nariz é chato”. Isso me incomodava muito. Queria ser aceita. Entrei numa paranoia de que era muito feia.”

Na infância e adolescência, passou por momentos de negação da sua própria origem. Durante temporada nos Estados Unidos, foi criticada por estar usando peruca chanel em uma representação de Arena Conta Zumbi.

O país norte-americano passava pelo movimento Black is Beautiful e a partir disso, Zezé passou a mostrar as suas raízes. Durante sua passagem pela TV, sofreu racismo por diversas vezes. Bem no início, a empregada Doralice, de Supermanoela, teve a personalidade criticada (porque interferia nas relações dos donos) e perdeu espaço na trama, resumindo-se à sua função doméstica.

“Já fui fotografada para um outdoor que foi recusado porque os clientes de classe média não iriam comprar um produto anunciado por uma negra.”


Em Corpo a Corpo, o relacionamento interracial entre Sônia e Cláudio (Marcos Paulo) gerou desconforto na audiência.

“As pessoas falavam loucuras. Tipo assim: ‘Não acredito que o Marquinhos está precisando tanto de dinheiro para passar por essa humilhação’ e ‘se eu fosse obrigado a beijar uma negra horrorosa como ela, eu lavaria minha boca com água sanitária quando chegasse em casa.”

O destaque em Xica da Silva foi uma oportunidade de reflexão para a atriz, que decidiu entrar de cabeça na luta antirracista. A antropóloga Lélia Gonzalez foi uma das inspirações para o seu engajamento no movimento.

Hoje, ela é referência para a população afro-brasileira, sendo presidente de honra do Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN) e foi superintendente da Igualdade Social do governo do Rio de Janeiro.

Em 2021, ao narrar o documentário Vozes do E!, do canal pago E!, ela auxiliou numa discussão contra o machismo e o racismo.

Influencer, carreira atual e vida pessoal

Aos 77 anos, Zezé Motta está passando por uma ótima fase e vem aproveitando grandes oportunidades na carreira.

Convidada a diversas campanhas publicitárias, percebeu o poder da influência digital e viu as suas redes sociais crescerem exponencialmente. Hoje, acumula mais de 750 mil seguidores no Instagram e 18 mil no Twitter.

 

Nas redes sociais, aproveita para compartilhar um pouco da sua vida e convidar os fãs à debates sobre discriminação, desigualdade, racismo, idade, dentre outros tópicos.

A vida pessoal da artista foi marcada pelos desafios de ser considerada símbolo sexual. Ademais, casou-se cinco vezes. Tem seis filhos e quatro netos. É candomblecista e acredita que se encontrou na religião. Em 3 de maio de 2020, a sua mãe Maria Elazir morreu aos 95 anos.

A trajetória artística de Zezé Motta mostra uma mulher que valoriza os talentos inatos e percebe o poder da sua influência como artista e mulher afro-brasileira. 

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Você sabia?

  • O nome artístico foi dado por Marília Pêra. Antes, ela assinava Maria José Motta.
  • A música Tigresa, de Caetano Veloso, foi composta para ela.
  • Ela posou nua para a Revista Status, nos anos 70.
  • Foi homenageada pelas escolas de samba Arrastão de Cascadura, Acadêmicos do Sossego e Unidos da Vila Kennedy.

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