Vampeta: o talento e a personalidade de um ídolo do futebol

O futebol brasileiro revela como ídolos aqueles que se destacam além da bola e Vampeta é um deles. Ex-futebolista premiado, ele também é empreendedor, comentarista e, dentre tantas conquistas, meme.

Nome:
Marcos André Batista Santos
Nascimento: 13/03/1974
Cidade natal: Nazaré das Farinhas (BA)
Posição: volante
Altura: 1,82
Times em que se destacou: Corinthians, Seleção Brasileira, Vitória (BA)

Marcos André Batista Santos nasceu em Nazaré das Farinhas, no recôncavo baiano, em 13 de março de 1974. A criança desdentada da periferia era espevitada, mas também chamava a atenção pelo seu talento nos campinhos.

De gol em gol, ele atraiu a atenção do time Vitória (BA) e iniciou a sua ilustre carreira profissional. O Brasil o acompanhou por clubes nacionais e internacionais, incluindo a seleção brasileira, com a qual conquistou o pentacampeonato mundial.

Suas passadas longas e agilidade, sua personalidade e suas cambalhotas conquistaram o público. Vamos acompanhar um pouco da carreira dele?

Começo no futebol

Primeiros gols

Aos 13 anos, ele viu na televisão um teste para o Vitória (BA) e logo foi se inscrever. Aprovado, começou a carreira de base. Tempos depois, passou a morar no alojamento, onde nasceu o seu apelido.

“Como ele era muito danado… Vampeta era demais (…) pense naquele menino que mexia com todos e também estava banguela na época. Aí, o apelidaram de Vampeta, que era vampiro com capeta.”

Edna Alves, tia de Vampeta

Cinco anos depois, já era um dos destaques do meio-campo rubro negro na Copinha. Logo, entrou no elenco profissional. A performance nos campos chamou a atenção do público desde muito cedo.

Um ano depois, ele partiu para o seu primeiro desafio internacional: Foi contratado pelo time PSV Eindhover, da Holanda, pelo qual jogou de 1994 a 1997. Por uma parte desse tempo, foi emprestado ao VVV-Venlo e ao Fluminense.

Durante a passagem pelo PSV, foi considerado o melhor volante da temporada 1996-7 do Campeonato Neerlandês de Futebol (Eredivisie). Em 1998, retornou ao Brasil e formou o meio-campo do Corinthians.

No time carioca, com o qual conquistou vários títulos, jogou 268 vezes e fez 17 gols. Chegou a ser lateral direito e, ao lado de Rincón, formou a melhor dupla de volantes do Brasil. 

Nos anos 2000, Vampeta chegou a jogar pelo Internazionale de Milão e pelo Paris Saint-Germain, mas sentia falta do Brasil e logo voltou para defender o Flamengo, time em que teve mais destaque devido às polêmicas com o clube.

Mas, tudo ficou muito melhor quando ele voltou ao Corinthians e se consagrou tanto pelos campeonatos vencidos quanto pela provocação aos rivais. Há quem diga que foi com a camisa do timão que Vampeta melhor performou.

Foi campeão da Copa do Brasil de Futebol de 2002 e do Torneio Rio-São Paulo de 2002. Esse destaque levou-o à notoriedade e à convocação para a seleção Brasileira.

Seleção Brasileira: o penta e as cambalhotas

Vampeta - pentacampão - vídeo personalizado
Vampeta e Rolnaldinho fenômeno Pentacampeões

Em 1998, foi convocado pela primeira vez. Com Vampeta, a seleção ganhou a Copa América 1999 e foi vice-campeã da Copa das Confederações de 1999. 

Na Copa do Mundo de 2002, apesar de ter jogado por pouco mais de 20 minutos na estreia contra a Turquia, ele foi essencial como um ponto de equilíbrio para a equipe, até mesmo acalmando o técnico Felipão e intermediando a rivalidade entre Rivaldo e Ronaldo Fenômeno.

Após a conquista do Penta, no Palácio do Planalto, com o então presidente Fernando Henrique Cardoso, ele fez história ao descer a rampa com cambalhotas usando a camisa do Timão. O motivo? Embriaguez e homenagem ao amigo Nilson Lucatelli, conhecido por “Louco”.

“Quando a gente chegou em Brasília, eu já estava pra lá de Bagdá, e o Fernando Henrique (Cardoso) começou a chamar a gente para receber as medalhas. Aí eu fiquei falando assim: ‘vou fazer uma homenagem pro Louco! Quando chegar a minha vez, vou dar uma cambalhota!”

Vampeta participou de 42 jogos pela seleção, fazendo dois gols.

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Últimos lances como futebolista

Após a Copa do Mundo de 2002, o jogador continuou no Corinthians até que se machucou e ficou afastado por um tempo. Recuperado, quis voltar ao time, mas não foi escalado pelo treinador. Isso causou desentendimentos que levaram à sua saída.

O conflito não parou Vampeta, que voltou ao Vitória (BA), chegou a jogar no Oriente Médio, passou pelo Brasiliense e pelo Goiás, onde disputou a Taça da Libertadores da América. Entretanto, o caminho do campeão iria mais uma vez levá-lo ao Corinthians.

Em 2007, aos 33 anos, voltou ao alvinegro para auxiliar no Campeonato Brasileiro, mas o time não estava passando por uma boa fase e foi rebaixado para a Série B. Um ano depois, chegou a ser reserva do Juventus-SP, mas anunciou sua aposentadoria.

Pendurando as chuteiras?

Com tudo que a gente já acompanhou, nem dá para acreditar que o Velho Vamp parou para descansar e curtir a vida com o que conquistou. Ele demonstrou ter outras facetas, apesar de sempre relacionadas ao mundo futebolístico.

Foi presidente do Grêmio Osasco Audax, onde também “burlou” sua aposentadoria e jogou por pouco tempo, além de treinar. Também foi treinador do Nacional-SP e se candidatou a deputado federal pelo PTB.

A carreira de comentarista coleciona passagens pela TV Bandeirantes, Gazeta e a Rádio Jovem Pan. Parou por aí? É claro que não!

vampeta-polenmais-a-maior-resenha-do-mundo

Até no teatro Vampeta se aventurou! Com a peça “A Melhor Resenha do Mundo”, ao lado dos companheiros Edílson Capetinha e Amaral. Também fez parte da mesa redonda do programa Comédia Futebol Clube, da Comedy Central.

Quem pensa que a gente não vai falar da revista… é claro que não! Foi por causa dela que Vampeta virou meme.

O “Vampetaço”

Lembra que a gente falou da passagem polêmica pelo Flamengo? Pois bem, a briga com o rubro-negro trouxe tanto destaque midiático que Vampeta foi convidado para posar como veio ao mundo numa revista de conteúdo adulto.

O ensaio deu tanta repercussão que o transformou em meme. Quando o músico norueguês Varg Vikernes decidiu compartilhar seu ódio ao Brasil, os usuários do Twitter revidaram mandando fotos do ensaio. Assim, nasceu o Vampetaço.

“O vampetaço é uma espécie de cancelamento. Sempre que alguma figura pública faz ou diz algo que desagrade a massa, ela pode ser vítima do vampetaço. O Twitter, com sua tolerância à nudez, é a rede social preferencial dos manifestantes.”

Vida pessoal, filantropia e redes sociais

O filho de Nazaré das Farinhas é conhecido por sua irreverência, controvérsias e por ter criado polêmicas, mas também pelo seu grande coração com os amigos e a família.

As rixas com outros jogadores, o alto-astral nos bastidores e dentro dos campos, alguns relacionamentos, como com a modelo Núbia Óliiver, e a sua falta de papas na língua marcaram a carreira de Vampeta.

Por outro lado, ele continuou ajudando sua cidade natal, ao comprar o cinema para fazer uma reforma e incentivar as crianças e adolescentes com a Fundação Marcos Vampeta.

É um dos melhores amigos de Edílson Capetinha, com quem compartilha tatuagens, e é pai de três filhos: Giovanna, Gabriella e Marcos. O Brasil acompanhou a luta de Giovanna ao precisar de um transplante cardíaco, feito com sucesso.

Nas redes sociais, marca presença no Instagram seguido por mais de 400 mil pessoas e acabou de lançar um canal no YouTube, onde conta suas histórias.

Para quem curtiu conhecer sobre a vida de Vampeta, a editora Leya lançou o livro Memórias do Velho Vamp.

“Tem histórias pra caramba aqui, e as pessoas gostam de escutar. São coisas boas, que fazem sorrir. Espero que vocês também gostem”

A carreira de Vampeta é marcada por muita irreverência, lances inesquecíveis, polêmicas e superações. O espaço conquistado por ele é uma inspiração para diversas crianças e adolescentes que têm o talento nos pés e um sonho na mente.

Um “capeta em forma de guri” que foi sozinho ao teste para o Vitória hoje tem um patrimônio próspero, capaz de gerar emoção a qualquer pessoa que tenha o prazer de conhecê-lo.

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Você sabia?

  • Enquanto jogava no PSV, despertou o interesse dos dirigentes do time espanhol Valencia, os quais acreditavam que ele era holandês. Eles confundiram as três primeiras letras do apelido com o sobrenome holandês “Van”.
  • Formou um “dos melhores meios campos da história do Corinthians”, ao lado de Marcelinho Carioca, Ricardinho e Rincón.

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