Maitê Proença: um espetáculo de mulher!

Os grandes fãs da teledramaturgia brasileira conhecem bem o trabalho de Maitê Proença, tanto quanto admiram o seu talento, que se estende ao teatro, a televisão, a escrita e até mesmo à internet.

Maitê Proença/Polenmais
Maitê Proença/Polenmais

Maitê Proença Gallo nasceu em São Paulo, em 28 de janeiro de 1958. Filha de uma professora e de um procurador de justiça, ela cresceu com uma educação bastante rígida e era bastante estudiosa.

“Na minha casa, não se via televisão. Eu tinha que fugir para assistir”

Apesar de ter uma adolescência conturbada por questões familiares, ela ainda teve a oportunidade de expandir a mente: viajou por países da Europa, África e Ásia. Além disso, aprendeu diversos idiomas.

Maitê Proença/ Polenmais
Maitê Proença/ Polenmais

Em sua passagem pela França, teve a primeira experiência com as artes cênicas, onde estudou mímica com o ator Étienne Decroux. Assim, Apaixonou-se e continuou os estudos no Brasil.

Vejam só a ironia do destino: a menina que não podia ver televisão teve uma ascensão meteórica na carreira, inclusive protagonizou o primeiro nu artístico feminino nas telinhas.

Maitê Proença se tornou um grande nome da televisão brasileira; foi vencedora do Troféu Candango, prêmio APCA, Festival Internacional de Cali e indicada ao Prêmio Shell.

Agora, a Polen “conta da Maitê” e sem travar!

O início na televisão

Em 1979, através de um convite de Mário Prata, Maitê estreou na televisão, na novela Dinheiro Vivo, da extinta TV Tupi. A personagem, que seria apenas uma participação especial, agradou o público e ficou até o fim da novela.

Maite Proença/Polenmais
Maite Proença/Polenmais

Ela mostrou que chegou para brilhar e logo assinou um contrato com a Rede Globo para protagonizar a novela As Três Marias (1980), ao lado de Glória Pires e Nádia Lippi.

Um ano depois, participou de Jogo da Vida até que foi escalada para a primeira versão de Guerra dos Sexos.

A trama de Silvio de Abreu foi um grande sucesso e permitiu com que a atriz explorasse o seu talento com a comédia e a dança.

Também causou polêmica com a censura, por causa do relacionamento da personagem Juliana com Fábio (Herson Capri), um homem casado.

Rede Manchete

Maitê Proença/Polenmais
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Depois de participar da novela Um Sonho a Mais, ela foi para a Rede Manchete, onde fez história. Em 1986, interpretou a prostituta Ana Jacinta de São José, personagem-título da novela Dona Beija, escrita por Wilson Aguiar Filho e dirigida por Herval Rossano.

Um marco na sua trajetória, a vingativa e sensual protagonista caiu nas graças do público ao mesmo tempo em que deixou muita gente de cabelo em pé com as cenas de nudez.

Mas, olha lá, eram poucas!

“Não tinha tanta cena de nudez, mas como foi a primeira vez que aconteceu, marcou muito. Foram poucas, bem poucas e, em cada uma delas, fui pra ilha de edição com Herval. ‘Eu faço, mas quero ver, porque se vocês abusarem de mim, não vai ser legal. Vou embora, inclusive”

Dona Beija foi muito importante para revolucionar a televisão brasileira e alçar Maitê ao grande sucesso. Na Manchete, ela também participou da novela Corpo Santo (1987) e apresentou o Programa de Domingo.

Você sabia?

Foi na Rede Manchete que Maitê Proença se estabeleceu como um símbolo sexual. Ela posou para a Playboy duas vezes, em 1987 e 2006. As fotos foram consideradas “pura arte”.

De volta à Globo

Sassaricando (1987) marcou o seu retorno à vênus platinada, onde seguiu como destaque em sucessos tais quais: O Salvador da Pátria (1989), Felicidade (1991) e a minissérie Contos de Verão (1993).

Em 1995, interpretou a vilã Heloísa Souto Brandão em Cara & Coroa. Por divergências com o diretor Wolf Maya, ela foi pega de surpresa ao descobrir que sua personagem morreria jogada de um penhasco.

Após diversas participações em programas da emissora, como Você Decide e Sai de Baixo, ela participou de Torre de Babel (1998), primeira novela que fez no Projac, e protagonizou Vila Madalena (1999).

Os outros destaques da atriz na Globo foram Da Cor do Pecado (2004), Três Irmãs (2008), Caminho das Índias (2009), Passione (2010) e Gabriela (2012). Sua última novela, até então, foi Liberdade Liberdade (2016).

Ao todo, atuou em 20 novelas, sete seriados e apresentou três programas.

Uma mulher de opinião

A teledramaturgia, apesar de ser um destaque na carreira de Maitê Proença, não foi o único caminho para que ela pudesse expressar as suas ideias e personalidade forte.

Ela fez parte do Saia Justa entre 2005 e 2010, ao lado de Mônica Waldvogel, Márcia Tiburi, Ana Carolina, Soninha Francine, Betty Lago e Luana Piovani. O programa do canal pago GNT aborda a visão feminina de diversos assuntos, sem nenhum tabu.

Como apresentadora, passou por polêmicas, como, por exemplo, quando foi acusada de falar mal de Portugal e também por assumir publicamente que não gostava de apresentá-lo.

A atriz já participou dos programas Roda Viva, Sem Censura e The Noite com Danilo Gentili. Confira uma dessas participações:

Você sabia?

Ela é torcedora do Botafogo e também costuma compartilhar as suas opiniões sobre futebol na televisão.

Teatro e cinema

Antes do seu trabalho na televisão, ela fazia parte do grupo teatral Macunaíma e mesmo com o seu sucesso nas novelas, continuou atuando no teatro.

Sua primeira peça foi em 1982, Mentiras Alucinantes de um Casal Feliz. Até aqui, marcou presença por mais de dez vezes no palco, com destaques para Confissões de Mulheres de 30 (1994), Paixão de Cristo de Nova Jerusalém (2002) e As Meninas (2010), este último também como autora.

Já no cinema, sua estreia foi em Prova de Fogo (1980), que abriu portas para uma carreira expressiva. Logo no seu segundo trabalho, Brasa Adormecida (1987), ela ganhou o prêmio de Melhor Atriz no IV Rio Cine Festival.

Foi premiada pelas performances nos filmes A Dama do Cine Shanghai (1987), 16060 (1995), Vox Populi (1997) e A Hora Mágica (1999). Seu último filme foi o curta-metragem Sinopse (2017).

#TravouMaitê

Em agosto de 2021, o nome de Maitê Proença virou assunto e até hashtag que foi trending topic no Twitter após um problema técnico em live com Narcisa Tamborideguy.

Ao começar a contar uma história sobre Catharina, filha da socialite, a sua transmissão caiu e Narcisa ficou perdida.

Confira o momento aqui:

Mas, não foi apenas como meme que Maitê se destacou. Ela já participou de uma esquete do canal Porta dos Fundos, Maitêndo Fundo.

Além disso, apresentou um programa no Gshow, A Lenda do Mão de Luva e tem um canal oficial no YouTube desde 2019.

O Canal da Maitê conta com mais de 300 mil inscritos e tem mais de 450 vídeos. Nele, ela dá dicas de beleza, compartilha curiosidades da vida pessoal e muito mais.

Maitê também tem um perfil oficial no Instagram, com mais de 700 mil seguidores.

O Pior de Mim

Maitê Proença/Polenmais
Maitê Proença/Polenmais

“Meus dramas familiares não têm nenhuma importância. A peça é sobre todos nós e o que fazemos com o enredo que nos foi dado. Refiro-me à minha própria história porque é a única que tenho, e ela me dá autoridade para tratar dos assuntos que abordo na peça”

Em 2020, o teatro digital PetraGold Online recebeu Maitê Proença.

Teatro digital? Isso mesmo! Com a peça autobiográfica O Pior de Mim, dirigida por Rodrigo Portella, em que conta sobre as aventuras e desventuras que passou por sua vida e os aprendizados que levou nessas experiências.

As histórias impactantes se tornaram um grande sucesso na internet e permitiu a transição para os palcos ao vivo. Os registros da peça também estão sendo base para a preparação de um livro, previsto para sair em abril.

Autora

Maitê Proença/Polenmais
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“Fui para escrita para voltar uma atriz melhor”

A escrita também faz parte da carreira de Maitê Proença. Ela é autora dos livros Entre os Ossos e a Escrita (2004), Uma Vida Inventada (2008), À Beira do Abismo Me Cresceram Asas (2013), É Duro ser Cabra na Etiópia (2013), Todo Vícios (2014) e Entre Ossos Agora (2015).

Uma mulher de cultura ímpar, ela utilizou a escrita como uma forma de se completar como artista. Dessa forma, mistura a ficção e a realidade entre a tragédia e a comédia, despindo-se em cada palavra.

Vida Pessoal

Desde muito cedo, ela encarou pesados revés da vida. Quando tinha apenas 12 anos, o seu pai assassinou a mãe por ciúmes. Em consequência disso, o pai e o irmão se suicidaram.

Em seus relatos, ela compartilhou momentos difíceis, como os vícios em drogas e também os transtornos mentais, sendo eles, ansiedade e depressão. Além disso, precisou fazer um aborto na adolescência.

“Quando falo das minhas experiências, é como uma referência. Em maior ou menor grau, todos temos aquilo guardado a sete chaves, que criamos mecanismos para nos defendermos, seja do abandono, do desprezo, ou algo que te apavora, e nem sempre encaramos isso”

Maitê Proença/Polenmais
Maitê Proença/Polenmais

Hoje, a sua expressão artística foi um caminho terapêutico que fortaleceu a mulher que é, inclusive utilizando as tragédias de sua vida como histórias e exemplos para o grande público.

O coração, que já teve diversos eleitos, está passando por uma fase linda ao lado da cantora e produtora musical Adriana Calcanhotto. Ela é mãe de Maria Marinho, fruto do casamento com o primeiro marido, Paulo Marinho, e avó de Manuela!

Maitê Proença é uma artista completa que percorre palcos, abrilhanta telas e escreve para inspirar com as nuances da sua história.

Por isso e muito mais, é uma das mulheres mais admiradas do país.

Ela é uma opção extraordinária para inspirar os colaboradores da sua empresa ou os seus clientes. O que acha de pedir um vídeo personalizado da atriz? Clique no banner abaixo e peça já o seu!

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